DISCOGRAFIA COMPLETA DE LEMUR EM CD

***** ACTUALIZAÇÃO: Encomendas por email: terapiadoruido@gmail.com *****

Em audição, trazido da Feira Morta!

São 16 temas reunidos em 2 CD e contam a história do projecto alfacinha de Vasco Furtado (bateria), João Brandão (guitarra, baixo), João Marques (baixo, guitarra) e Pedro Rodrigues (violoncelo, teclas).

Vale a pena descobrir dois factos que surgem numa primeira audição do CD, o primeiro é a frescura e actualidade dos temas, fruto da personalidade vincada do projecto: esqueçam definições! O segundo facto é que é de todo o interesse que a banda volte a concertos regulares, pelo que os concertos no Re-sonic Fest (16/11/2013 no Bartô/Chapitô) e de lançamento deste álbum (3/7/2014 no Lounge), deverão impelir a banda a isso.

Para adquirir o álbum bastará acompanhar a agenda da Associação Terapêutica do Ruído, assistir a um concerto e aceder à banca do ruído onde os terapeutas dispõem estas maravilhas para o deleite de um verdadeiro melómano do ruído/noise.

lemur

Assista à actuação de Lemur na Costa do Castelo!

ATR apresenta: um verão ruidoso (parte III)

Os meteorologistas do ruído e os astrólogos terapêuticos vão a banhos, mas prometem  que o verão continuará a ser bem ruidoso!

Depois do lançamento da discografia completa dos Lemur em CD (que entretanto já está disponível através da distro ATR ou do e-mail terapiadoruido@gmail.com) no passado dia 3 Julho no Lounge (acompanhados pelos camaradas malgaxes Aye-Aye) e da terceira edição do Taina Fest em Lisboa (em mais uma parceria com a Lovers & Lollypops), a ATR despede-se com uma dose dupla de ruído, antes de ir a banhos…

Esta sexta-feira (25 Jul.) a incendiária dupla franco-italiana Putan Club, projecto paralelo de François Cambuzat dos míticos L’Enfance Rouge, regressa a Lisboa para tocar no Bartô, com a primeira parte a cargo do power-trio lisboeta The Dirty Coal Train!

E no sábado (26 Jul.) a partir das 20h a ATR volta mais uma vez ao RDA69 para a sua residência mensal, onde para além do habitual (e delicioso) jantar vegetariano haverá uma actuação especial que juntará imagem, som e palavra e que contará com as ilustres presenças dos concon, Bernardo Álvares, Raquel Lima e Maria Radich!

Por último a ATR estará presente com a sua distro na terceira edição da Feira Morta, uma feira de edições independentes, exposições, concertos e muito mais, que decorrerá no Estúdio Adamastor em Lisboa nos dias 1, 2 e 3 de Agosto a partir das 14h!

sexta feira | 25 de Julho | 22:30

Putan Club (fr/it)
The Dirty Coal Train (pt)

Bartô
Costa do Castelo, 1/7 – Lisboa
entrada livre!
Dois selvagens na estrada. Guitarras, baixo, computador, industrial, techno, dubstep e selvajaria – como se o Skrillex violasse os Birthday Party: groove e electricidade. Com mais de 700 concertos desde a sua formação, pela Europa, África e Ásia, fazendo também de backing-band para Lydia Lunch, os Putan Club são uma célula de resistência artistíca, iconoclasta e violenta, groovy e evidentemente sexy, caracterizada por um modo de actuar muito próximo ao das primeiras conspirações europeias durante a última guerra mundial (acções de força em lugares diversos) ou ao dos membros da resistência no Iraque e Afeganistão ou na Chechénia. A resistência é organizada com os meios arcaicos e imediatos do nosso século: vozes e ruídos electrónicos, viaturas de combate e palavras de ordem, que é como dizer, desde a pintura rupestre ao conceptualismo mais intrépido, desde o avant-rock até à música clássica contemporânea ou até à música techno/dubstep mais brutal, desde o beijo na boca até ao pontapé no cu! Os lugares de acção são plurais: das galerias de arte em Nova York às casa okupadas na Bósnia, dos museus alemães às discotecas japonesas, dos teatros franceses às tascas moscovitas. E agora, pela segunda vez, em terras lusitanas!
Reverend Jesse Coltrane, Lena Hurácan Coltrane e Conchita de Aragón Coltrane são o power-trio The Dirty Coal Train, que promete trazer os seus instrumentos amaldiçoados debitando decibéis suados com inspiração no DIY do punk e no cinema de série B onde coabitam com monstros, vampiros, múmias, ovnis e demais parafernália. “Killer Brains From Venus”, é o nome do primeiro EP na Monotone Records já esgotado. Em Outubro do ano passado lançaram o homónimo álbum de estreia (novamente em vinil) que se encontra nas últimas cópias. Depois de muitos concertos e com algumas saídas pela Europa, aguarda-se a chegada do novo LP “Dirty Shake” com uma produção assumidamente lo-fi (o álbum foi na totalidade gravado em casa e em sala de ensaios com meios bastante rudimentares) na esperança de captar a postura ao vivo em detrimento de todas as vantagens e polimentos que um estúdio proporciona. Pelo meio das habituais referências a zombies, monstros marinhos, macacos gigantes, há também lugar para citar Unica Zurn (pintora e autora) em “Der Mann in Jasmin”, Tennessee Williams (em “Stella”) ou os Latin Playboys de David Hidalgo. Garage Punk com Surf & rock & roll, nu e cru!

 

 

ATR @ RDA X
Jantar-Concerto

sábado | 26 de Julho | a partir das 20h

concon (pt)
Bernardo Álvares (pt)
Maria Radich (pt)
Raquel Lima (pt)

RDA69
Regueirão dos Anjos, 69 – Lisboa
entrada livre!
jantar vegetariano: 3 euros

concon é uma espécie de peixe voador que ocupa terras de ninguém em fronteiras ar/água manipuladas por variações de intensidade, frequência e polarização de frentes de compressão mecânica e radiação electromagnética em ambientes controlados.

Bernardo Álvares é um activo contrabaixista/baixista na cena de música experimental e improvisada de Lisboa. Metade dos S for Seward e um terço dos Zarabatana.

Raquel Lima é autora de poesia e tem participado em vários eventos poéticos em Portugal, Itália, França, Polónia, Reino Unido, Bélgica, Suécia e São Tomé e Príncipe. Dentro do movimento Poetry Slam, dinamiza encontros nessa vertente de poesia urbana e marginal.

Maria Radich divide-se entre o rock/progressivo dos AbztraQt Sir Q e a música improvisada. Nessa vertente mais experimental tem vindo a desenvolver outras formas para a voz, onde a liberdade é total.

 

Associação Terapêutica do Ruído

próximas sessões terapêuticas:

Putan Club (fr/it) + The Dirty Coal Train (pt) @ Bartô, Lisboa | 25/07

concon (pt) + Bernardo Álvares (pt) + Raquel Lima (pt) + Maria Radich (pt) @ ATR @ RDA X – RDA69, Lisboa | 26/07

ATR (distro) @ Feira Morta – Estúdio Adamastor, Lisboa | 01-03/08

Concerto de dsci na Sagrada Família

Apesar da sentida falta de Capela – porrada, suor e sentimento na bateria – os dsci apresentados dia 17 de Abril na Sagrada Família deram um concerto surpreendente.

Sentimos um regresso às origens, mais punk-jazz menos noise-rock [menos uns 10%], com mais balanço, com aqueles momentos especiais em que do ruído caótico estes bravos conseguem dominar o som e chegar ao acorde e correspondente vibração.

Na bateria esteve o Gee Bee, impecável no assegurar da cadência rítmica frenética sem partir literalmente o instrumento e a perder os seus 6 Kg de peso à mesma. Esteve seguro devido às suas práticas físicas, de meditação e gastronómicas.
Chaves, nas teclas e saxofone, conseguiu imprimir eficazmente aquele nano-mini-micro-segundo atrás ou à frente nos riffs que imprime ao todo a sua subtileza quase falante e bastante irónica.
Tivemos um Boris solto e seguro, emprestando a toda a formação uma continuidade criativa férrea no baixo, completamente entregue aos temas [quase de olhos fechados a explorar a vibração] e a revelar uma exponencial mestria na recuperação pós climax dos temas mais intrincados do coito com a improvisação.
O sopro foi um aspectos aqui a realçar. Dos pulmões de Flapi voltámos a sentir o lado mais jazzy e quente do projecto, profundamente cinemático.
Nos momentos em que Chaves e Flapi tocaram saxofone sentiu-se uma atmosfera que somente dsci e o circo de Bucareste conseguem criar, Chaves mergulhou no público lançando anzóis sonoros culminantes num frente a frente de saxofones.
João Marques apesar de estar um pouco situado atrás das colunas, pululava a guitarra levanto tudo à frente, explorando sonoridades ora dissonantes ora estruturantes nos temas com uma alma de quem trata o punk com um sorriso na cara e faz o mesmo com a guitarra portuguesa.
No final do concerto todas as cordas interagiram num clímax sonoro com a subida total de volume por parte de Pedro Arelo com o slap bass bagaço-rouco, peça pesada da sua garrafeira-arsenal diy.

Alinhamento:
– Intro
– Franek’s Frenetik I
– 33 Anos sem Dormir
– Mr. Muscle
– Anagrama
– Encefalia Espongiforme
– Franek’s Frenetik II
– Feng Chui
– “Jean-Louis”
– Nacho Vidal
– Canzone dal Zaragata

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