Drifter’s Gold de White Poppy, Dorval de bom humor


“It’s a sketch of the girl who loved too well
To tie me down to that bit of Hell
That a drifter knows when he know’s he’s held
By the soft, strong chains that passions weld.”
[Vagabond’s House, Don Blanding 1928]

White Poppy é Crystal Dorval, artista multimédia canadiana, que faz o que considera “terapia” pop modo one-women-show sempre com muitos e bons convidados. Chegámos até ela através de Mac Demarco, com quem tocou em Makeout Videotape como baixista, vimo-la em vídeos da Moduli TV.
Drifter’s Gold é o mais recente trabalho em que Crystal produz ambientes inspirados numa ideia de beleza no Havaii dos poemas de Don Blanding. A voz arrastada, o andamento musical contemplativo tornam a coisa como uma surfada naquelas pranchas enormes antigas, em câmara lenta.
A autora assume o seu trabalho como sensível em relação ao clima, estações do ano e de estados de espírito, aqui está claramente de bom humor.
Sugerimos “Daydreaming” e “Who Are You”, temas com uma produção bem disposta para White Poppy, que pode ser densa no ruído e criativa nas versões.

Drifter’s Gold was prepared in anticipation of an LP to follow this August on Not Not Fun. Named for Don Blanding’s poems inspired by the beauty of Hawaii, Drifter’s Gold will almost certainly live up to the mantle of “therapy” for anyone kindly drugged by soothing string-playing and hazy vocals into its blissful, precociously decorated ambient swells. Though many of the songs take their inspiration from everyday life and the sadness of inner confusion, all were deliberately crafted to address Dorval’s own fixation with the seasons and their influence on the temper of her recordings.
Easily building on the very perceptable influence of Blanding’s Hawaii, Drifter’s Gold may just be the ideal hedge against the summer doldrums during this year’s hotter months.