É bom quando se vai ver uma banda e se percebe que ter ouvido deles música gravada, foi não ter ouvido tudo


Continuo aqui no programa com a crença que um concerto ao vivo é o momento maior de uma banda. Bem sei que as condições da sala e do som, o público e a disposição dos artistas influem no bom desenrolar do concerto. Mas refiro-me a que um concerto é bom quando há uma entrega no palco, do público, resposta da sala e aí sim, ouvimos a música como os artistas queriam mostrar, mesmo quando a constroem na garagem, na sala de ensaios ou ao longo de muitos anos de carreira.
É o caso dos The Ex – na sua formação actual – e foi o que aconteceu na ZDB – o som estava excelente em casa cheia. A vinda a Lisboa destes holandeses coerentes e persistentes valeu. Houve suor e lágrimas, mas o sangue passou-se à porta do parlamento, situação evocada pelo Arnold. Tudo soou diferente ao vivo e deu para libertar a pressão toda de um ano quente de convulsão social.
Com uma banda punk, claro, mas um punk com sentido e identidade, diria mais, com consciência social e com músicas que têm a ver contigo e o tipo de sociedade onde estás inserido ou não.

Line-up do concerto
TERRIE HESSELS – guitar, baritone guitar
ARNOLD DE BOER – vocals, guitar, sampler
ANDY MOOR – guitar, baritone guitar
KATHERINA BORNEFELD – drums, vocals

DISCOGRAFIA

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